A Coroa, A Seleção #5 - Kiera Cass


Faz tempo que A Seleção, escrito pela fofíssima Kiera Cass deixou de ser uma série desconhecida e se tornou um livro extremamente popular entre os adolescentes e fãs de romances distópicos, então já está mais do que na hora de falar sobre a série. Não sobre toda a série, mas pelo menos sobre o quinto e último livro A Coroa.
A Coroa, que foi lançado aqui no Brasil no começo de maio, conta a história da filha de America, Eadlyn, futura rainha de Illéa. Nesse livro Eadlyn se encontra na etapa final de sua indesejada Seleção enquanto ela tem que lidar com inúmeros problemas familiares e governamentais. Sua mãe acabou de ter um ataque cardíaco, seu irmão fugiu pra França, o país não gosta muito dele e ainda assim ela tem que escolher seu príncipe-consorte, que ela nem queria para início de conversa.

Segue a minha opinião (CONTÉM SPOILERS!!)





Primeiro eu quero começar dizendo como eu gosto infinitamente mais da Eadlyn do que da America. Sim, eu sei que essa não é uma opinião muito popular e que muita gente acha a nova protagonista chata, mas deixe eu me explicar. 
Eadlyn é, para mim, uma personagem muito mais fácil de se relacionar do que America. America, apesar de ser uma boa heroína, sempre foi altruísta ao ponto de beirar a idiotice, principalmente pelo fato de que, por ser impulsiva, seu altruísmo nem sempre funcionava bem. America era boa demais e sempre queria fazer a coisa certa e isso fica velho muito rápido.
Eadlyn não é assim, e isso me fascina. Uma das coisas que muita gente reclamou na personagem é o quão egoísta ela é. E eu concordo, ela tem seus momentos egoístas. Mas atire a primeira pedra quem não tem. Eadlyn cresceu com tudo e sempre foi ensinada que ela era a pessoa mais poderosa do país, eu não esperava menos dela. Não faz sentido ela ser instantaneamente uma pessoa altruísta. Ela se importa com o seu povo, mas ela também se importa consigo mesma e com o que ela quer. E essa característica em particular foi importante para ajudá-la no processo de tomar decisões. Apenas a auto-preservação a impediu de casar com Marid, e eu tenho a sensação de que America se casaria com ele e apenas depois pensaria nas consequências.
Eadlyn é inteligente, decidida e independente na medida do possível. Mas ela tem medo de se apaixonar, tem mania de pensar muito e de colocar seu coração no mudo. Como uma pessoa que tem as mesmas preocupações, Eadlyn tem muito mais apelo pra mim do que America.


A Coroa foi um bom final para a Herdeira e definitivamente mais empolgante. Eu gostei de como a protagonista lidou com a pressão, com tudo que foi jogado nela. A mãe teve um ataque cardíaco (e junto com ela todos os leitores), mas ela continuou. Ela virou rainha regente de uma noite para a outra, mas realizou o trabalho muito bem e já chegou botando ordem (a cena ela despedindo um dos conselheiros arrogantes me deixou tremendo de satisfação). Ela fez o melhor que conseguia naquela situação e se saiu muito bem.
O final foi bom, mas deixou a desejar em alguns pontos. O romance final de Eadlyn com Erik, por exemplo. Apesar de lindo, eu achei ridiculamente apressado. Em um segundo ela nem sabia o que era amar, mas bastou um olhar mais apaixonado e ela tinha achado sua alma gêmea. Apesar de fofo, eu simplesmente não comprei o amor deles. Para alguém que tinha tanto medo de se entregar, Eadlyn se jogou de cabeça em um romance que nem tinha tanto fundamento assim. E sim, eu torcia para Eikko desde o começo e eu adorei como ela se despediu de todos os selecionados finais como amigos (até foi bom que ela largou do Henri que sobra mais pra mim! Vem dizer "Olá hoje!" pra mim, vem), mas eu queria mais tempo para acreditar neles dois como um casal. Faltou tempo, faltou credibilidade.
Outra coisa que me deixou meio incomodada foi ela mudando o país para uma monarquia constitucional. Não a decisão em si, pois era na verdade uma ideia meio inteligente. Mas o jeito irresponsável com o qual ela fez acontecer. Anunciar para o país antes de falar com os conselheiros e discutir como isso realmente afetaria o povo e o governo não foi esperto, foi impulsivo e até meio irreal. Não é assim que um país funciona, Eadlyn! 


Tirando isso, o livro foi ótimo e eu curti bastante. A capa não é a das melhores, comparada com as outras, mas não chega a ser feia. O tamanho do livro é decente, mas o final ficou meio vago e eu queria muito um capitulo a mais para poder saber qual foi a reação do povo com as notícias finais e eu queria ver como a nova forma de governo ia se desenrolar. Eu queria Kile e Ahren no casamento, eu queria ver o relacionamento de Josie e Osten, eu queria ver Aspen adotar uma criança. Eu queria muito mais do final, mas ainda assim estou satisfeita.
E quem sabe? Talvez Kiera Cass tenha piedade de nós e decida escrever mais um livro!




2 comentários:

  1. AGOOOOOORA que eu finalmente li o livro, pude vir ler sua resenha e comentar.
    Concordo com você em vários pontos, achei que a Eady teve uma evolução bem melhor que a da America (afinal, eu achei as responsabilidades dela um bilhão de vezes maiores e mais pesadas), mas ela soube lidar com tudo. Realmente, o final foi jogado demais (estavam acabando as folhas da impressora, Kiera querida?), eu quis mais coisas. Muito mais. Um casamento já me deixaria feliz. Resolver a vida do Aspen com a Lucy também. Ela não atou todos os nós como deveria, já pode mandar um segundo volume de antologia de contos da seleção NJOASNJOASNJOAS
    Adorei a resenha, Timão <3
    Beijos ;*

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  2. Eu li somente a Seleção, sei que havia Alerta de Spoilers, mas eu sou teimosa e li haha, e por sorte eu não entendi muita coisa😀, mas ainda assim eu amei muito a resenha, principalmente a maneira que conta sobre o livro, e ameeei os gifs. Beijãoo💕
    www.simplesmentecriativa.com.br

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